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19 Lições de Pedologia

Um livro-texto introdutório à ciência do Solo, especialmente desenvolvido para as condições brasileiras. Iniciando desde as rochas e minérios que dão origem aos solos, passa pelos processos de intemperismo, aborda sua biologia, física e química, fundamenta e apresenta o Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos. Preenche uma lacuna nos cursos de graduação em Agronomia, Florestas, Ecologia, Zootecnia, Geografia e Biologia entre outros.
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Com intuito de estudar a Ciência do Solo, o livro aborda desde rochas e minerais que dão origem aos solos, passa pelos processos de intemperismo, fundamenta e apresenta o Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos.

Didática, a obra é organizada em 19 lições e conta com exercícios resolvidos a cada capítulo. Explica as funções que estão refletidas nos atributos mineralógicos, biológicos, físicos e químicos – principalmente as relacionadas com o crescimento das plantas. O autor ensina ainda como examinar a aparência dos solos e a analisar e interpretar seus atributos.

O livro esclarece que existem solos distintos, com as três dimensões que estão em contato constante com o ar da atmosfera, as rochas da litosfera, os organismos da biosfera e as águas da hidrosfera. 19 Lições de Pedologia ajuda a desvendar e conhecer melhor essas partes que constituem o solo, com uma linguagem simples, calcada em modernos dados técnico-científicos.

Escrito a partir da necessidade do autor de compartilhar seus anos de aprendizado, o livro traz o conteúdo necessário para se compreender a formação dos solos, e fazer com que as pessoas, em posse desse conhecimento, possam usá-lo a favor da proteção da natureza.

Indicado a geólogos, estudantes de Agronomia, Geografia, Ecologia, Zootecnia, Biologia, entre outros.

Especificação

AutorIgo F. Lepsch
SumárioSumário
DegustaçãoDegustação
Páginas456
ISBN978-85-7975-029-8
eISBN978-85-7975-210-0
Publicação2011
Formato21 x 28 cm
EncadernaçãoBrochura
Edição1

Especificação de Capítulos

Capítulo 01Como e quando a Pedologia surgiu como um novo ramo das ciências naturais?
O Homem, desde a mais remota antiguidade, se preocupava em conhecer o solo, como documentado na literatura de antigos povos como os mesopotâmicos, chineses, incas, astecas, gregos, romanos, árabes e alquimistas e europeus da Idade Média. Contudo, foi somente em 1877 que o naturalista russo Vasily V. Dokuchaev definiu o solo como um corpo natural que poderia ser estudado tal como as plantas e animais. Criou-se, assim, um novo ramo da ciência: a Pedologia
Capítulo 02Como e quando a Pedologia surgiu como um novo ramo das ciências naturais?
O Homem, desde a mais remota antiguidade, se preocupava em conhecer o solo, como documentado na literatura de antigos povos como os mesopotâmicos, chineses, incas, astecas, gregos, romanos, árabes e alquimistas e europeus da Idade Média. Contudo, foi somente em 1877 que o naturalista russo Vasily V. Dokuchaev definiu o solo como um corpo natural que poderia ser estudado tal como as plantas e animais. Criou-se, assim, um novo ramo da ciência: a Pedologiaem como sobre os diversos minerais que as compõem. Neste capítulo, damos explicações detalhadas sobre como se formam os cristais dos minerais e como eles se agregam, formando as rochas. É dentro da estrutura cristalina desses minerais que está a maior parte dos elementos químicos que – depois que as rochas se decompõem - são liberados para nutrir as plantas.
Capítulo 03Como os minerais que constituem as rochas se intemperizam, formam as argilas dos solos e liberam os elementos nutritivos das plantas?
Todos os seres vivos necessitam se nutrir de determinados elementos os quais se originam dos minerais das rochas. Mas, eles só podem ser aproveitados depois de liberados do interior dos cristais dos minerais e armazenados ao redor das argilas. Tanto a liberação como o armazenamento só são possíveis por meio da ação das intempéries da atmosfera, que são responsáveis pela fragmentação das rochas, pela dissolução dos seus minerais e pela sintetização de outros minerais. Este Capítulo explica, como certos fenômenos físicos e químicos alteram as rochas e transformam muitos de seus minerais em formam importantes novos produtos: as argilas.
Capítulo 04A dinâmica dos solos depende muito da qualidade e quantidade de seus sólidos; que sólidos são esses?
Eles são as minúsculas partículas das argilas e do húmus que estão no estado coloidal. Muitas das propriedades do solo, tal como a capacidade de retenção de água e de nutrientes para as plantas, são condicionadas por essas pequeníssimas partículas coloidais. Nesse Capítulo explicamos, sempre em linguagem simples, quais são os diferentes tipos de argilas e como suas estruturas atômicas são constituídas; idem para o húmus.
Capítulo 05O que é capacidade de troca de cátions (CTC) e qual sua importância para o estudo dos solos?
A CTC é uma das mais importantes reações físico-químicas que ocorrem entre os sólidos ativos e a água do solo. A capacidade dos sólidos ativos do solo em trocar cátions é um dos principais fenômenos responsáveis pela manutenção da vida dos vegetais.
Capítulo 06Que aspectos da Física dos solos se referem mais ao tamanho e ao arranjo de suas partículas?
São aqueles relacionados à textura, estrutura, densidade e porosidade do solo. Este capítulo aborda métodos de determinação da textura (tamanho e quantidade das partículas unitárias do solo), arranjo das partículas unitárias em agregados (estrutura), relação entre as massas e os volumes (densidade), quantidade de poros (porosidade); resistência do solo a manipulações (ou estresses mecânicos) em vários estágios de umidade (coesão, adesão) e também algo sobre a composição, e dinâmica do ar que circula nos poros do solo.
Capítulo 07Como o solo recebe, retém e distribui a água da chuva que cai em sua superfície?
A água que o solo recebe pode permanecer armazenada nele por algum tempo e ficar disponível para plantas e outros organismos; porém se sua quantidade exceder àquela do volume total de seus poros, ela irá deslocar-se para alimentar as águas subterrâneas que depois emergirão nas nascentes que alimentam os rios e oceanos. Neste capítulo explicamos, em linguagem acessível, como a água pode ser retida e como ela se movimenta no solo em termos de potenciais totais da água no solo (matricial, osmótico, pressão e gravitacional) e suas aplicações para finalidades práticas, como irrigação de cultivos. Além disso, abordamos tópicos relacionados à temperatura do solo e sua influência, p. ex.: na germinação de sementes.
Capítulo 08Qual das três fases do solo tem maior impacto na formação e manutenção dos organismos que nele habitam?
Os solos são constituídos de três fases: sólida, líquida e gasosa. A fase líquida - por vezes referida como água do solo - é uma solução na qual estão muito diluídas várias substâncias que, no passado, condicionaram a gênese de vários tipos de minerais secundários e, no presente, as formas de vida que suporta.
Capítulo 09O que significa morfologia do solo?
A morfologia é definida como o estudo de todas as partes visíveis, tanto externas (superfície) como internas (perfil do solo). Corresponde à anatomia, no caso das ciências biológicas, ou à arquitetura, no caso das engenharias. Muitos dos atributos dos solos, de suma importância para aplicações práticas na agronomia ou nas engenharias, podem ser estimados com o auxílio da visão ou do tato.
Capítulo 10Por que e para que estudar a acidez e a alcalinidade dos solos?
O grau de acidez ou de alcalinidade do solo - representado pelo seu pH - é uma importante variável que afeta muitas propriedades físicas e químicas do solo. A acidificação é um processo natural na formação de muitos solos e sua expressão máxima é encontrada em regiões tropicais úmidas; já a alcalinidade, está presente em solos de climas áridos ou semiáridos.
Capítulo 11Qual a importância dos organismos do solo na formação da matéria orgânica do solo?
A fração orgânica do solo contém tanto organismos vivos como mortos, além de seus produtos de decomposição (incluindo restos vegetais) que formam o húmus. A biota do solo forma uma rede alimentar da qual podem ser liberados nutrientes e energia que afetam muitos processos da formação do solo.
Capítulo 12Qual a importância da análise, em laboratórios, da fração sólida dos solos?
Das três frações do solo (líquida, sólida e gasosa), a sólida - constituída de argilas, silte, areia e matéria orgânica - é a mais fácil de ser amostrada e analisada, por isso, é tradicionalmente a mais usada tanto para estudos pedológicos (análise de amostras de todos os horizontes do solo) como para recomendações de adubações (amostras compostas da camada arável dos solos agrícolas). Neste capítulo é explicado, de forma simples e resumida, como são feitas- e como seus resultados podem ser interpretadas - as análises de solo; tanto para fins de recomendação de adubações como para fins pedológicos.
Capítulo 13Por que estudar os processos e fatores de formação do solo?
As terras que dão forma a uma paisagem são compostas de um conjunto de diferentes tipos de solos. Se nossa intenção for explorar, modificar, preservar, mapear ou simplesmente compreender a constituição dessas terras só poderemos ser bem-sucedidos se conhecermos como seus solos se formaram. É a partir do conhecimento dos processos e fatores da formação do solo que os conceitos acerca dos padrões de distribuição espacial dos solos podem ser deduzidos e representados nos mapas de solos.
Capítulo 14Por que é importante classificar os solos?
O homem tem uma necessidade premente de nomear e classificar os seres e as coisas do mundo. Fazendo isso, ele consegue não apenas conhecer esse mundo, como também compreender seu complexo funcionamento. O agricultor, por exemplo, costuma dar nomes populares às plantas e aos solos que cultiva (p. ex.: nomeia arroz e alface, e, depois, agrupa em cereais e legumes), enquanto o biólogo usa nomes científicos (Oriza sativa e Lactuca sativa, que depois agrupa em suas famílias, ordens etc.). Neste capítulo é feita uma analogia entre as classificações feitas por biólogos e por pedólogos, ressaltando que, na pedologia, ainda não existe um sistema taxonômico universal adotado por todos os países.
Capítulo 15Por que o Brasil elaborou um sistema nacional e único de classificação de solos?
O SiBCS foi elaborado, paulatinamente, para atender à necessidade de se dar “nomes científicos” à variedade de solos encontrados no imenso território brasileiro e representados em mapas. Esses solos começaram a ser mapeados, em caráter exploratório, na década de 1950. Sua primeira versão foi publicada em 1999, na qual adotaram-se nomes que já tinham sido usados anteriormente em mapas, em razão de serem mais facilmente reconhecíveis e aceitos. Neste capítulo descreve-se brevemente a trajetória evolutiva do SiBCS e faz-se um resumo das principais características de suas 13 Ordens (Latossolos, Argissolos, Nitossolos, etc.).
Capítulo 16Qual a importância dos mapas de solo face ao atual acelerado ritmo de crescimento da população da Terra?
A população humana deverá aumentar para 10 bilhões em 2100. Isso fará a demanda por alimentos, fibras e combustíveis crescer também em bilhões. Contudo, o recurso-solo para prover estes bens é limitado e ameaçado pela crescente degradação causada pela erosão e urbanização. Como saber qual a melhor forma de usar os poucos solos mais aptos para agricultura sem degradá-los? Para responder é necessário conhecer muito bem como são e ONDE estão os solos. É nesse aspecto que os mapas de solos são úteis: qualquer projeto que envolva o uso dos solos, seja a instalação de um aterro sanitário, ou escolha e manejo de um tipo de cultivo sustentável em uma gleba de uma fazenda, será beneficiado por um prévio levantamento pedológico detalhado.
Capítulo 17Por que os solos brasileiros são tão diferentes?
As várias regiões do Brasil têm características naturais muito diversas decorrentes de um grande número de combinações de fatores climáticos, geomorfológicos, biológicos e geológicos; por isso seus solos também variam. Neste capítulo, são apresentados descrições e mapas de solos de todos os chamados “Complexos regionais”: Amazônia, Nordeste e Centro Sul (este último subdividido nas regiões Sudeste, Centro Oeste e Centro Sul). Além dos mapas de solos de cada região e sub-região, são dadas explicações sobre o uso do solo, incluindo interpretações sobre como solos podem explicar a formação de vegetações contrastantes como a Floresta Amazônica e os Cerrados.
Capítulo 18Por que é importante conhecer os principais domínios dos climas e solos de todo o nosso Planeta?
Porque, quando os padrões pedológicos são superpostos aos climáticos em mapas mundi, seus delineamentos coincidem muito em razão do clima ser a força maior que condiciona a formação dos solos. Essas relações entre clima-solo e vegetação em domínios de áreas continentais têm sido objeto de muitos estudos e quase sempre levam a outro padrão que é o da distribuição global das civilizações humanas: apesar de os humanos terem liberdade para migrar de uma região para outra, bem como conhecimento e poder para alterar alguns padrões, eles não podem ir além de certos limites naturais que, na maioria, são controlados pelo solo. Este capítulo faz uma descrição dos solos, segundo oito regiões climáticas globais, desde a polar boreal até a que engloba os trópicos
Capítulo 19Por que conservar o solo que é usado pelo homem?
Para sobreviver, a humanidade depende de ar, água e solos de boa qualidade. Contudo, nem sempre o homem tem usado esses bens com o cuidado necessário para preservá-los. O solo é um deles.O depauperamento do recurso solo, por causa do uso indevido na agricultura e em outras atividades

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